Terra não sabia ser de outro jeito, só sabia não dizer. E na sua falta de habilidade ou querência em abrir espaço, criava pedras, paredes e muros. Afinal, precisava se manter seguro de si.
Terra escolheu não abrir espaço, esse era seu modo de funcionamento. Flor não podia mais esperar, nem se tratava mais de perdão, se tratava de amor mesmo. E amor, sabemos, é foda.
Foi então que as gargalhadas deixaram de existir e restou o broto a ser regado, para a vida toda.
6 comentários:
Amo seus textos, parece que me abraça, poderia amar vc pra sempre. Um beijo Lua.
Geise
Linda <3
��
" ... E amor, sabemos, é foda."
Beijokas!
Acabei de ler enquanto ouvia Cartola.. Que experiência. E como bateu! Lindo!
Poético como os anos que passam, pungente como a vida que pulsa. Quando acabei de ler me senti pincelada, querida. Já pensou também em aquarelar essas palavras? =)
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